A vida nos levou para o interior de São Paulo, mais precisamente em Araraquara, onde morei por um ano e meio. Quando nos mudamos, achei que seria chato, que seria estranho, mas não, em pouco tempo conheci pessoas maravilhosas, entre elas a Anabel.
A Anabel foi quem no primeiro dia de aula, (aula do colegial), foi falar comigo, acho que percebeu o quanto eu estava perdida. Desde então nos tornamos grandes amigas, conversando muito, rindo muito.... Ela sempre muito inteligente, sempre com um sorrindo...
Depois me mudei, voltei para São Bernardo, terminei o 2o e o 3o colegial, fiz cursinho, onde conheci meu amorzão... fiz faculdade, me casei... conheci pessoas, amigas que eu achei que seria para sempre... mas não foram.
Durante esses quase 15 anos, tive muito pouco contato com a Anabel, havia uns 10 anos que não sabia nem notícias dela.
Há uns 20 dias, achei um artigo escrito por uma Anabel de Araraquara... Não me contive, mandei um email abusado perguntando se era a mesma pessoa... e... ERA!!!
Ela me respondeu, como fiquei feliz em saber que está bem, apesar de algumas perdas, está bem, tem um bebê, Gabriel, está casada... enfim está deixando a vida seguir...
Engraçado... parece que nem faz tanto tempo assim que agente não se falava...
Que bom que eu consegui encontrá-la.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Espero sugestões.
Revirando minhas coisas para estudar, percebi quanta coisa consegui juntar em anos. Interessante é que eu lendo a matéria, que há tempos eu anotei, encontrei vários fragmentos de idéias, sentimentos.
Aparentemente entre as aulas, não sei se antes ou depois, eu já sentia a necessidade urgente de imortalizar uma emoção.
Outro dia, após um desafio dado pelo professor que consiste em solidificar sentimentos, tristes ou alegres, não importando o tema, confesso, que vindo para casa, eu não conseguia parar de pensar nisso.
Aulas antes o professor tinha dado o conceito de domicílio segundo o direito civil, e esse conceito, não sei porque cargas d’águas, estava me corroendo.
Já deitada não me contive, me levantei, peguei um bloco e esbocei um primeiro texto.
Decidi escrever sobre isso, pelo menos é uma forma de gravar o conceito, ainda não tem título, se alguém quiser me ajudar...
Quando ela era mais jovem, um pouco por rebeldia, queria independência,
queria liberdade, querendo posição, por vaidade resolveu de casa sair.
Que sonhos grandes alcançou;
que bela casa adquiriu.
Fruto de muito trabalho, privações;
é bom que se diga, o preço foi alto.
Amigos, colegas muitos, festas diversas;
solidão infinita.
E estranhou quando se pegou dizendo:
- Que saudade daquela senhora,
senhora que há trinta anos, na foto se parecia.
Até dos pequenos, que tanto trabalho lhe deu
falta sentia.
Não podia voltar, tinha compromissos, tinha deveres, obrigações;
Na verdade, tinha medo:
Medo da verdade que certamente ouviria:
- O lar tem base; casa, piso.
- O lar tem proteção; a casa, parede.
- Lar se constrói com amor; casa, com alvenaria.
Rezou á noite, pedindo perdão á Deus,
por sua ambição, seus devaneios, não deu á família seu valor.
Em visita postergada por várias vezes,
finalmente pediu e assim recebeu o perdão
daquela que no retrato de mais de trinta anos
com ela parecia.
A senhora ainda acreditava,
a queria por perto, e por isso, a esperava.
Ainda a esperava com uma caneca de café com leite quente:
A senhora já a perdoara a muito tempo.
Não era possível, não conseguia, não podia entender,
não era possível cometer tão grave erro e simplesmente receber.
Pois a casa que cegou seus olhos, com o eco a recebia;
e o lar que abandonou, desprezou; por muito tempo ainda punha uma caneca a mais na mesa.
Finalmente entendeu porque tinha deixado de ser feliz.
Arrependida, Deus permitiu que fizesse parte de um lar novamente,
começou a sentir o cheiro de bolo de fubá,
de café que acabou de passar.
Que pena sentiu daqueles que não podem sentir saudade do gosto doce do café passado com amor de mãe.
E através desse amor, o perdão a libertou.
Aquela caneca de café com leite, continua a esperando todas as manhãs,
toma seu café e sai, mas antes, escuta o som das vozes,
brinca com os latidos, e dá Graças por ter um lar para voltar a noite.
Aparentemente entre as aulas, não sei se antes ou depois, eu já sentia a necessidade urgente de imortalizar uma emoção.
Outro dia, após um desafio dado pelo professor que consiste em solidificar sentimentos, tristes ou alegres, não importando o tema, confesso, que vindo para casa, eu não conseguia parar de pensar nisso.
Aulas antes o professor tinha dado o conceito de domicílio segundo o direito civil, e esse conceito, não sei porque cargas d’águas, estava me corroendo.
Já deitada não me contive, me levantei, peguei um bloco e esbocei um primeiro texto.
Decidi escrever sobre isso, pelo menos é uma forma de gravar o conceito, ainda não tem título, se alguém quiser me ajudar...
Quando ela era mais jovem, um pouco por rebeldia, queria independência,
queria liberdade, querendo posição, por vaidade resolveu de casa sair.
Que sonhos grandes alcançou;
que bela casa adquiriu.
Fruto de muito trabalho, privações;
é bom que se diga, o preço foi alto.
Amigos, colegas muitos, festas diversas;
solidão infinita.
E estranhou quando se pegou dizendo:
- Que saudade daquela senhora,
senhora que há trinta anos, na foto se parecia.
Até dos pequenos, que tanto trabalho lhe deu
falta sentia.
Não podia voltar, tinha compromissos, tinha deveres, obrigações;
Na verdade, tinha medo:
Medo da verdade que certamente ouviria:
- O lar tem base; casa, piso.
- O lar tem proteção; a casa, parede.
- Lar se constrói com amor; casa, com alvenaria.
Rezou á noite, pedindo perdão á Deus,
por sua ambição, seus devaneios, não deu á família seu valor.
Em visita postergada por várias vezes,
finalmente pediu e assim recebeu o perdão
daquela que no retrato de mais de trinta anos
com ela parecia.
A senhora ainda acreditava,
a queria por perto, e por isso, a esperava.
Ainda a esperava com uma caneca de café com leite quente:
A senhora já a perdoara a muito tempo.
Não era possível, não conseguia, não podia entender,
não era possível cometer tão grave erro e simplesmente receber.
Pois a casa que cegou seus olhos, com o eco a recebia;
e o lar que abandonou, desprezou; por muito tempo ainda punha uma caneca a mais na mesa.
Finalmente entendeu porque tinha deixado de ser feliz.
Arrependida, Deus permitiu que fizesse parte de um lar novamente,
começou a sentir o cheiro de bolo de fubá,
de café que acabou de passar.
Que pena sentiu daqueles que não podem sentir saudade do gosto doce do café passado com amor de mãe.
E através desse amor, o perdão a libertou.
Aquela caneca de café com leite, continua a esperando todas as manhãs,
toma seu café e sai, mas antes, escuta o som das vozes,
brinca com os latidos, e dá Graças por ter um lar para voltar a noite.
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